Os efeitos de Mounjaro e Ozempic na saúde mental

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Caio Vega

Última atualização

22 de dezembro de 2025

O uso de medicamentos como o Ozempic (semaglutida) e o Mounjaro (tirzepatida), que pertencem à classe dos agonistas do receptor GLP-1, apresenta uma série de impactos na saúde mental que variam desde benefícios terapêuticos significativos até preocupações com segurança psiquiátrica.

Efeitos positivos


Os estudos indicam que esses fármacos atuam em áreas do cérebro que controlam processos mentais, como o sistema de recompensa e o hipocampo (centro de aprendizado e memória). Os principais benefícios identificados são:

  • Melhora da cognição: foi evidenciado que o GLP-1 liraglutida melhorou a cognição em indivíduos que sofrem de depressão e transtorno bipolar.
  • Ação anticonsumo e controle de vícios: a semaglutida e a tirzepatida têm demonstrado eficácia na redução de desejos por comida, álcool, nicotina e drogas recreativas. Elas podem ser úteis para abordar problemas de consumo excessivo e dependência em diversos níveis.
  • Redução de sintomas depressivos: em análises de pacientes usuários de semaglutida, observou-se uma redução pequena, porém extremamente significativa, nos sintomas depressivos.
  • Estímulo à motivação e humor: a semaglutida ajuda a dar mais motivação e estimula a produção de insulina que atravessa a barreira hematoencefálica, desencadeando mudanças químicas que podem elevar o humor.

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Efeitos negativos e preocupações


Apesar dos benefícios, há alertas importantes sobre potenciais efeitos adversos que exigem monitoramento rigoroso:

  • Ideação suicida e automutilação: existem relatos documentando o desenvolvimento de ideação suicida e comportamentos de autolesão em alguns usuários. Ensaios clínicos de fase III com a liraglutida indicaram evidências de pensamentos suicidas em alguns participantes.
  • Desencadeamento de depressão: relatórios destacam o risco de que o uso desses medicamentos possa desencadear quadros de depressão em certos pacientes.

Mas ATENÇÃO: É fundamental destacar que os ensaios clínicos da semaglutida e liraglutida excluíram participantes com histórico prévio de depressão, comportamento suicida ou transtornos psiquiátricos graves (como esquizofrenia e transtorno bipolar). Portanto, o impacto nessas populações específicas ainda requer mais investigações.

Embora alguns fabricantes neguem a relação causal e estudos recentes não tenham encontrado uma ligação consistente entre o uso de GLP-1 RAs e comportamentos suicidas, a recomendação atual é de monitoramento contínuo e interrupção do tratamento caso sintomas psiquiátricos sejam relatados.

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A semaglutida e o sistema de recompensa cerebral


A semaglutida atua no sistema de recompensa cerebral de forma a modular os impulsos e desejos, indo além do simples controle do apetite. De acordo com a nossa fonte, sua ação ocorre da seguinte maneira:

  • Ação direta em áreas cerebrais: como um agonista do receptor GLP-1, a semaglutida é ativa no cérebro e influencia partes do encéfalo que controlam processos mentais complexos, especificamente o sistema de recompensa e o hipocampo (centro de aprendizado e memória).
  • Efeito “Anticonsumo”: o medicamento é descrito como um dos primeiros agentes eficazes na redução de desejos (cravings). Ele atua diminuindo a compulsão não apenas por comida, mas também por substâncias como álcool, nicotina e drogas recreativas.
  • Modulação química e motivação: a semaglutida estimula a produção de insulina, que tem a capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica. Essa presença no sistema nervoso central desencadeia uma cascata de mudanças químicas que afetam o humor e ajudam a aumentar a motivação do indivíduo.
  • Intervenção na dependência: devido à sua influência no sistema de recompensa, os agonistas de GLP-1 estão associados a reduções espontâneas no uso de substâncias viciantes, sendo considerados úteis para abordar problemas de consumo excessivo e dependência.

Em resumo, o fármaco atua “recalibrando” os sinais de prazer e satisfação no cérebro, o que explica por que pacientes relatam menor interesse em comportamentos anteriormente gratificantes ou compulsivos.

Para facilitar a compreensão, imagine que o sistema de recompensa do cérebro é como um alto-falante que toca uma música alta (o desejo) toda vez que vê comida ou substâncias viciantes; a semaglutida age como um botão de volume, reduzindo essa intensidade para que o indivíduo consiga ignorar o som e focar em outras atividades.

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