Semaglutida: como funciona e quais os riscos

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Caio Vega

Última atualização

22 de dezembro de 2025

A semaglutida consolidou-se como um avanço significativo no tratamento da obesidade, atuando como um análogo do hormônio GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon 1). Embora originalmente desenvolvida para o controle do diabetes mellitus tipo 2, sua eficácia na redução do peso corporal levou à aprovação de formulações específicas para o tratamento médico da obesidade.

Mecanismo de ação e eficácia


A semaglutida atua diretamente no sistema nervoso central para regular o apetite. Seus principais efeitos incluem:

  • Aumento da saciedade: o medicamento promove uma sensação prolongada de plenitude e reduz a ingestão de energia.
  • Modulação do desejo: como já discutimos em outro artigo, ela interfere no sistema de recompensa cerebral, reduzindo a “fome emocional” e os desejos (cravings) por alimentos calóricos e outras substâncias.
  • Resultados clínicos: No estudo STEP 1, participantes não diabéticos utilizando a dose de 2,4 mg (Wegovy) apresentaram uma perda média de peso entre 14,9% e 17,4% ao longo de 68 semanas. Em comparação, a versão oral de 50 mg demonstrou uma redução de cerca de 15,1% no peso corporal.

Indicações e importância do acompanhamento

O uso de medicamentos como a semaglutida é indicado para indivíduos com IMC ≥ 30 kg/m² ou ≥ 27 kg/m² quando há comorbidades associadas, como hipertensão ou dislipidemia. Enfatizamos que:

  1. Não é uma solução isolada: o emagrecimento duradouro exige mudança de hábitos e atividade física; o tratamento medicamentoso sem essas mudanças não oferece vantagens permanentes.
  2. Uso indiscriminado: o uso sem prescrição para fins puramente estéticos (“perda de peso cosmética”) preocupa devido à escassez de dados de segurança nessa população específica.
  3. Efeitos colaterais: os mais comuns são gastrointestinais (náuseas, vômitos e diarreia), mas também há riscos de pedra na vesícula (devido à rápida perda de peso), pancreatite e riscos psiquiátricos, como depressão.

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Quais os riscos do uso indiscriminado de medicamentos para emagrecer?


O uso indiscriminado de medicamentos para emagrecer, especialmente os análogos de GLP-1 (como Ozempic e Wegovy) e outras classes antidiabéticas, apresenta riscos severos que vão desde complicações gastrointestinais até perigos à saúde mental e riscos de morte.

De acordo com a nossa fonte, os principais riscos e consequências são:

1. Complicações físicas e efeitos colaterais

O uso desses fármacos sem orientação médica impede o manejo correto das dosagens, potencializando reações adversas:

  • Problemas gastrointestinais: náuseas, vômitos, diarreia, mal-estar, dor de cabeça e inapetência excessiva. A diarreia e os vômitos persistentes podem levar a quadros de desidratação.
  • Complicações graves: estão documentados riscos de pancreatite, cálculos biliares (pedra na vesícula) devido à rápida perda de peso, insuficiência renal, alterações na visão e taquicardia.
  • Infecções: no caso de medicamentos como a dapagliflozina, há risco aumentado de infecções do trato urinário e genitais (como candidíase) e, em casos raros, cetoacidose diabética.
  • Interações medicamentosas: a tirzepatida, por exemplo, pode reduzir a eficácia de contraceptivos hormonais orais, aumentando o risco de gravidez indesejada se métodos de barreira (preservativos, por exemplo) não forem associados.

2. Impactos na saúde mental e comportamental

O uso fora de indicação clínica (como a “perda de peso cosmética”) pode ser gatilho para desequilíbrios psicológicos:

  • Transtornos psiquiátricos: há relatos de depressão e ideação suicida associados ao uso dessas medicações.
  • Distúrbios alimentares: o uso irracional pode fomentar ou iniciar distúrbios alimentares e levar a um grave descontrole metabólico.

3. Perigos da automedicação e uso estético

Os estudos alertam que a automedicação é um problema de saúde pública que pode resultar em:

  • Toxicidade e óbito: a ingestão de fármacos sem prescrição contribui para intoxicações, reações alérgicas graves, dependência e até a morte. Estima-se que 20 mil pessoas morram anualmente devido à automedicação de forma geral.
  • Escassez para pacientes necessitados: o uso por pessoas que buscam apenas fins estéticos tem gerado a escassez do medicamento para pacientes com diabetes tipo 2 e obesidade crônica, que dependem do tratamento para evitar complicações graves como cegueira e amputações.
  • Falta de dados de segurança: existe uma escassez de dados científicos sobre a segurança desses medicamentos em pacientes não obesos e não diabéticos.

É fundamental ressaltar que o emagrecimento obtido apenas por medicação, sem mudança de hábitos, não oferece vantagens duradouras, pois os efeitos reguladores do apetite desaparecem rapidamente após a interrupção do uso.

Para entender o risco, imagine que usar esses medicamentos sem acompanhamento é como tentar pilotar um avião usando apenas o piloto automático, sem saber como ler o painel de controle. Enquanto o sistema funciona, tudo parece bem, mas ao primeiro sinal de turbulência (efeitos colaterais), a falta de conhecimento técnico pode impedir uma manobra de correção, levando a um desfecho catastrófico!

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